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Cerca de 50% das empresas do Standard & Poor’s 500 valem menos de 19 mil milhões de dólares, quantia paga pelo Facebook para adquirir o WhatsApp, criado pelo ucraniano Jan Koum e por Brian Acton há apenas cinco anos.

A edição de ontem do Jornal de Negócios tinha as seguintes achegas, reveladoras da dimensão da operação:

- a verba gasta na aquisição daria para que Mark Zuckerberg - que em 2012 já tinha comprado o Instagram por mil milhões de dólares - se tornasse dono de todos os bancos do PSI-20, ou em contrapartida, da Galp Energia e da EDP Renováveis ao mesmo tempo. O valor da aquisição é superior, quase em 50%, ao da capitalização da maior empresa do PSI-20, a EDP, valendo cinco vezes a PT. Caso preferisse, o Facebook poderia ter comprado a 12ª maior empresa do mundo, a Amadeus.

Zuckerberg garante que o seu novo brinquedo não terá anúncios nos próximos anos (à semelhança daquilo que acontece com o Instagram)e que os focos estarão no aumento dos utilizadores e no desenvolvimento do WhatsApp.

Mesmo sabendo que a aplicação - concorrente do Facebook Messenger - tem 450 milhões de utilizadores (o dobro do Twitter, por exemplo), gerando 53 milhões de mensagens diárias, mesmo sabendo que o WhatsApp começou a cobrar, aos novos utilizadores, um dólar por ano após os primeiros 12 meses grátis, mesmo sabendo da luta entre o Facebook e a Google para controlar as "ligações globais", a dimensão do negócio parece-me excessiva.

Esta manhã, alguém lembrava o "estoiro" das Dot com em 2000 e perguntava se estes novos negócios ultra-milionários da Net não conduzirão ao mesmo resultado. Pois, acho que é a pergunta certa...